segunda-feira, 3 de novembro de 2008


Casa


Minha casa é esta terra,
é este sol que me aquece,
Mato verde e a relva,
sinto-me pleno é na selva.

Minha casa é esta,
De gente simples e festa,
Que baila em volta da fogueira,
Que se diverte de qualquer maneira.

Minha casa é a rede,
é a cachoeira onde mato a sede,
É estar no meio do Pinheiro,
Pisando na grama sinto-me inteiro.

Minha casa é o silêncio,
é o barulho dos pássaros,
é tomar banho de rio,
E agora venta...Me arrepio.

Minha casa está longe,n´outro lugar.
Tenho que render-me a tecnologia...
Toca meu celular..
(imagem: www.colinadasflores.com.br)

Opostos

Ele está aqui,desse lado do trem
Sonhando acordado,esperando encontrar alguém.
Enquanto ela,está do outro lado
Sonhando com um namorado.

Ele lê silencioso, um livro
Coincidências do amor...do outro lado,está a fazer o mesmo a sua amada.
Ele também está a procura de uma namorada.

Os dois se cruzam todos os dias,mas não se conhecem
Mistérios da vida,coincidências não acontecem.

Esperam o dia em que irão se trombar
Para poderem se conhecer e conversar,
Mas enquanto isso não acontece,
Cada um vai vivendo,correndo para lados opostos,
Esperando um anjo do amor a postos,
Mal sabem que o amor está tão perto,
Mas correndo eles ficam cegos..

A pressa da cidade não permite,
e eles estão achando que o amor não existe.